Crescimento dos seguros de pessoas atinge 8,3% e paga R$17,5 bi em 2025
O Crescimento dos seguros de pessoas ganhou destaque em 2025 ao registrar avanço de 8,3% na arrecadação de prêmios e elevar as indenizações a R$ 17,5 bilhões, segundo dados da Fenaprevi baseados na Susep.
O movimento confirma a consolidação desse segmento como um dos pilares de proteção financeira das famílias brasileiras e abre caminho para novos modelos de produtos, como o Seguro de Vida Universal, que aguarda sinal verde regulatório.
Panorama geral do mercado em 2025
Em 2025, as seguradoras que atuam com seguros de pessoas registraram R$ 78,8 bilhões em prêmios, montante R$ 6,1 bilhões superior ao visto em 2024. O percentual de 8,3% de expansão ficou acima da inflação oficial projetada para o período e reforça a resiliência do setor mesmo em cenários econômicos desafiadores.
O dado reflete a soma de várias modalidades de seguros voltados ao indivíduo, entre elas:
• Seguro de vida (individual e em grupo)
• Seguro prestamista
• Seguro de acidentes pessoais
• Cobertura para doenças graves
• Seguro-viagem
• Seguro educacional
Esses produtos visam amparar financeiramente o segurado ou seus beneficiários em situações de morte, invalidez, diagnóstico grave ou outro evento coberto, funcionando como importante rede de segurança social complementar.
O que impulsionou o crescimento de 8,3%
A expansão de prêmios observada em 2025 deriva da combinação de fatores estruturais e conjunturais:
Maior conscientização pós-pandemia
Os anos recentes reforçaram na população a importância de proteger a renda familiar contra imprevistos de saúde ou óbito. Campanhas educativas das seguradoras e relatos de beneficiários ampliaram essa percepção.
Evolução de canais digitais
Distribuição pela internet e parcerias entre seguradoras e fintechs simplificaram a contratação, reduziram barreiras geográficas e atraíram novos perfis de consumidores.
Ambiente de crédito aquecido
Linhas de financiamento ao consumo e ao imóvel costumam exigir seguros prestamistas, o que turbinou a captação nessa modalidade.
Políticas de recursos humanos
Empresas, especialmente de médio porte, passaram a oferecer seguro de vida em grupo como benefício, pressionadas pelo mercado de trabalho competitivo e pela busca de redução de absenteísmo.
Todas essas frentes juntas explicam o Crescimento dos seguros de pessoas e sustentam a tendência positiva para os próximos anos.
Distribuição dos prêmios por modalidade
Na fotografia de 2025, quase metade dos prêmios (49%) concentrou-se nos seguros de vida (individuais e coletivos). Em seguida apareceram:
• Prestamista – 27%
• Acidentes pessoais – 12%
• Demais linhas, incluindo doenças graves, educacional e viagem – 12%
A dominância do seguro de vida confirma a relevância dessa proteção na cesta financeira do brasileiro. Já o peso do prestamista evidencia a forte relação entre contratação de crédito e cobertura securitária.
Avanço expressivo do seguro contra doenças graves
Entre todas as modalidades, o salto mais robusto foi registrado na cobertura para doenças graves, com alta de 19,7% sobre 2024. Esse tipo de apólice paga indenização em caso de diagnóstico de enfermidades predefinidas, como câncer, infarto ou AVC.
Dois movimentos sustentam o resultado:
• Custos hospitalares elevados – O gasto médio com tratamentos de alta complexidade tornou-se mais visível para o consumidor, que busca proteção adicional além do plano de saúde.
• Pulverização de ofertas – Seguradoras passaram a permitir contratação modular, em valores menores, e venda atrelada a cartões e contas digitais, aumentando o alcance.
O seguro de vida individual (+14%) e o seguro de vida em grupo (+10,6%) completaram o pódio de maiores taxas de expansão, sinalizando apetite por soluções personalizadas e corporativas.
Indenizações: R$ 17,5 bilhões em apoio às famílias
Enquanto o faturamento cresceu, o pagamento de sinistros também avançou. Em 2025, as seguradoras desembolsaram R$ 17,5 bilhões a titulares e beneficiários, alta de 9,3% em doze meses.
Imagem: Internet
A distribuição dos valores pagos acompanhou, em parte, a arrecadação de prêmios:
• Seguro de vida – 53%
• Prestamista – 22%
• Acidentes pessoais – 10%
Na comparação anual, o destaque foi o seguro educacional, com salto de 60,9% nas indenizações. Esse produto garante a continuidade dos estudos de dependentes no caso de morte ou invalidez do responsável financeiro. O aumento sugere maior adesão de pais e de instituições de ensino a esse mecanismo de blindagem.
As coberturas para doenças graves (+18%) e prestamista (+13,5%) também chamaram atenção pelo vigor dos pagamentos, reforçando o papel social da indústria ao transferir recursos a famílias em momentos críticos.
Seguro de Vida Universal: expectativa de expansão
Para além dos números consolidados, o presidente da Fenaprevi, Edson Franco, reiterou em 2025 a aposta no Seguro de Vida Universal como propulsor de um novo ciclo de expansão. O produto, já disseminado em países desenvolvidos, mescla cobertura de risco com formação de poupança de longo prazo.
Na prática, parte do prêmio forma uma reserva financeira atrelada a investimentos, enquanto outra parte garante proteção por morte ou invalidez. Isso permite flexibilidade na acumulação de capital e na adaptação do seguro ao longo da vida do titular.
Segundo Franco, autorizar essa comercialização no Brasil pode democratizar ainda mais o acesso ao mercado, pois o contrato atende diferentes faixas de renda e fases do ciclo familiar. A decisão, contudo, depende de adequações regulatórias da Susep.
Como o desempenho afeta consumidores e seguradoras
O Crescimento dos seguros de pessoas impacta positivamente ambos os lados da cadeia:
Para o consumidor
• Maior competição reduz prêmios médios e amplia a diversidade de coberturas.
• Experiência digital facilita comparação e contratação.
• Indenizações mais rápidas aliviam pressões financeiras em momentos delicados.
Para as seguradoras
• Escala de prêmios melhora diluição de custos administrativos.
• Base de dados maior viabiliza precificação mais precisa via inteligência artificial.
• Receita recorrente permite investidas em inovação de produtos e parcerias.
Perspectivas para 2026 e desafios regulatórios
Diante do ritmo observado, a expectativa setorial é manter crescimento real acima do PIB brasileiro em 2026. Alguns elementos sustentarão esse movimento:
• Discussão da reforma do seguro de vida, que visa atualizar regras e flexibilizar a criação de coberturas combinadas.
• Avanço da educação financeira nas escolas, promovendo cultura de proteção.
• Novas integrações entre seguradoras e plataformas de benefícios corporativos.
Por outro lado, há desafios a endereçar:
Regulação – É necessário equilibrar inovação com solidez atuarial, evitando riscos sistêmicos.
Subscrição – Modelos devem acompanhar mudanças demográficas, como envelhecimento populacional.
Fraude – Crescimento da carteira exige robustez antifraude para preservar sustentabilidade de preços.
Dicas para quem deseja contratar seguros de pessoas
1. Defina prioridades – Avalie quem depende da sua renda e quais riscos (morte, invalidez, doença) precisam ser mitigados.
2. Compare coberturas – Não olhe apenas o preço; observe exclusões, carências e limites de indenização.
3. Cheque a seguradora – Verifique registro na Susep e reputação em sites de reclamação.
4. Adeque o capital segurado – O valor contratado deve suprir as despesas do beneficiário por período mínimo de transição.
5. Atualize a apólice – Mudanças na renda, no patrimônio ou no estado civil exigem revisão das somas seguradas.
6. Guarde documentos – Mantenha a apólice acessível aos beneficiários para agilizar eventuais sinistros.
Conclusão
O Crescimento dos seguros de pessoas em 2025, medido pelos 8,3% de expansão de prêmios e pelos R$ 17,5 bilhões pagos em indenizações, escancara a relevância do setor na estrutura de proteção social brasileira. Ao mesmo tempo em que alivia o poder público, a indústria entrega segurança financeira a milhões de famílias.
Com a possível chegada do Seguro de Vida Universal e o contínuo aprimoramento digital, o mercado tem potencial para incluir camadas ainda mais amplas da população nos próximos anos. Resta aos reguladores, às seguradoras e aos consumidores manter o diálogo para evoluir produtos, preservar a solvência e reforçar a cultura de prevenção.
Assim, consolida-se a percepção de que o seguro não é gasto supérfluo, mas investimento na tranquilidade de quem se preocupa com o futuro.
Com informações de InfoMoney

