13º do INSS antecipado 2026: veja datas, valores e quem recebe

O 13º do INSS antecipado 2026 deixou de ser apenas uma ideia em estudo e já movimenta milhões de segurados em todo o país. A proposta do governo federal é repetir a estratégia adotada nos últimos anos, transferindo as duas parcelas do abono para abril e maio, em vez de agosto e novembro.

Para muitos aposentados e pensionistas, o adiantamento representa alívio no orçamento familiar e estimula a economia regional. Mas, afinal, quem terá direito, como ficará o calendário e o que ainda falta para o plano sair do papel?

Ao longo deste artigo, explicamos em detalhes os critérios de elegibilidade, o impacto de R$ 78 bilhões previsto para a economia, o trâmite burocrático do decreto presidencial e orientamos sobre como se preparar financeiramente para aproveitar o benefício sem sustos.

O que significa a antecipação do 13º do INSS

O 13º salário pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é oficialmente chamado de “abono anual” e foi instituído em 2006 pela Lei 4.749/65, posteriormente regulamentada pelo Decreto 57.155/65. Tradicionalmente, ele é dividido em duas parcelas: a primeira é creditada em agosto e a segunda em novembro, coincidindo com o calendário do funcionalismo público federal.

No entanto, desde 2020, o governo passou a antecipar o pagamento como forma de injetar recursos na economia durante a primeira metade do ano. Em 2026, a intenção é fixar a antecipação para os meses de abril e maio, o que garantirá liquidez mais cedo para cerca de 35 milhões de segurados.

Por que o governo quer antecipar o abono em 2026?

A decisão de antecipar o 13º salário dos beneficiários do INSS é discutida dentro do Ministério da Previdência Social e depende da finalização de uma nota técnica que, em seguida, embasa um decreto presidencial. São três os principais motivos:

1. Estímulo econômico: ao colocar R$ 78 bilhões em circulação já no primeiro semestre, o governo busca aquecer o comércio, os serviços e a arrecadação de tributos, num momento em que a atividade costuma ser mais fraca.

2. Liquidez para famílias vulneráveis: aposentados e pensionistas — em muitos casos provedores de suas famílias — conseguem equilibrar contas de início de ano, pagar dívidas ou investir em saúde, alimentação e educação.

3. Histórico positivo: as antecipações realizadas entre 2020 e 2025 mostraram que não há impacto fiscal adicional, pois apenas se altera o fluxo dentro do mesmo exercício orçamentário.

Quem tem direito ao 13º do INSS em 2026

O abono é destinado a todo segurado ou dependente que, ao longo de 2026, receba pelo menos um dos benefícios listados abaixo:

Aposentadoria: independentemente da espécie — por idade, tempo de contribuição, especial, deficiência ou outras.

Pensão por morte: viúvos, viúvas, filhos ou demais dependentes reconhecidos pelo INSS.

Auxílio por incapacidade temporária: antigo auxílio-doença, pago em caso de afastamento provisório do trabalho.

Auxílio-acidente: benefício de caráter indenizatório, concedido quando o segurado sofre acidente que reduz sua capacidade laboral.

Auxílio-reclusão: destinado a dependentes de segurado de baixa renda recolhido ao sistema prisional.

Quem não recebe o 13º salário

Uma dúvida recorrente diz respeito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). O BPC é voltado a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência de baixa renda, mas ele segue regras diferentes do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Por isso, apesar de ser pago pelo INSS, não gera direito ao 13º salário.

Calendário provável de pagamentos em 2026

O cronograma oficial só será confirmado após a publicação do decreto presidencial, prevista para até o início de abril de 2026. Contudo, a lógica histórica indica que as datas deverão acompanhar o calendário mensal de benefícios do INSS, que varia conforme o número final do cartão de pagamento, desconsiderado o dígito.

Previsão de primeira parcela: última semana de abril e primeira de maio.

Previsão de segunda parcela: última semana de maio e primeira de junho.

O lote inicial normalmente contempla segurados que recebem até um salário mínimo; em seguida, são liberados os créditos para quem ganha acima desse piso.

Impacto econômico: R$ 78 bilhões em circulação

A estimativa oficial do Ministério da Previdência indica que a antecipação de 2026 injetará R$ 78 bilhões na economia brasileira. Para se ter ideia do peso desse montante, ele corresponde a cerca de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) projetado para o ano, segundo analistas do mercado financeiro.

Na prática, o dinheiro se espalha por diversos setores:

Comércio varejista: cresce a demanda por alimentos, medicamentos, vestuário e eletrodomésticos.

Serviços: viagens de curta distância, manutenção residencial, consultas médicas particulares e cursos profissionalizantes costumam sentir alta imediata.

Setor público: estados e municípios arrecadam mais ICMS e ISS, aliviando as contas locais.

Mesmo que a maior parte do valor seja direcionada para quitar dívidas ou recompor reservas, o efeito multiplicador ainda gera receita fiscal e preserva empregos.

Antecipação sem impacto fiscal adicional

Especialistas alertam que a antecipação não cria nova despesa para a União. O pagamento já estava previsto no orçamento anual; apenas é redistribuído ao longo do ano. Dessa forma, não há violação do teto de gastos nem necessidade de créditos suplementares.

Contudo, o Tesouro Nacional precisa gerenciar o fluxo de caixa, garantindo que existam recursos suficientes para honrar tanto o 13º como as demais obrigações correntes. Esse equilíbrio tem sido facilitado pelo crescimento da arrecadação federal e pelo reescalonamento de outras despesas.

Retrospecto das antecipações de 2020 a 2025

Desde a pandemia de covid-19, o governo realiza adiantamentos do 13º com certa regularidade:

2020: As duas parcelas foram pagas em abril e maio para mitigar os efeitos da crise sanitária.
2021: Repetiu-se o modelo, também visando reacender a economia.
2022-2025: Mantiveram-se adiantamentos, embora em algumas ocasiões apenas a primeira parcela tenha sido paga no primeiro semestre.

A experiência serviu para calibrar sistemas do Dataprev e da rede bancária, o que torna viável a fixação do cronograma em 2026.

Como consultar se você receberá o 13º do INSS

O processo é simples e pode ser feito sem sair de casa:

1. Aplicativo ou site Meu INSS: acesse com CPF e senha cadastrada; em seguida, clique em “Extrato de Pagamento” para verificar a previsão de crédito.
2. Central 135: disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h; tenha em mãos número do CPF e dados de identificação.
3. Agência da Previdência Social: recomendável apenas em último caso, pois é necessário agendamento prévio.

Planejamento financeiro: como usar o 13º de forma consciente

Receber dois salários extras em sequência pode levar a decisões impulsivas. Economistas sugerem algumas estratégias:

Quitar dívidas caras: priorize cartões de crédito e cheque especial, cujos juros superam 300% ao ano.

Montar reserva de emergência: idealmente equivalente a três a seis meses de despesas essenciais, investida em opções de liquidez diária, como Tesouro Selic.

Investir em saúde: consultas, exames preventivos e aquisição de medicamentos costumam pesar no orçamento dos idosos.

Educação financeira familiar: aproveite para ensinar filhos e netos sobre poupança e evitar golpes.

Perguntas frequentes sobre o 13º do INSS

O adiantamento reduz o valor total do benefício?
Não. O montante anual permanece o mesmo; apenas o cronograma muda.

Quem teve benefício concedido após maio de 2026 receberá o 13º?
Sim, mas apenas a proporção correspondente aos meses restantes do ano, paga normalmente em dezembro.

Beneficiários do BPC podem buscar via judicial o 13º?
Hoje, a legislação não prevê. A concessão dependeria de alteração legal ou decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

O segurado precisa solicitar o abono?
Não. O pagamento é automático, seguindo o mesmo meio — conta corrente, poupança ou cartão magnético — do benefício mensal.

Próximos passos: o que falta para o decreto

Até o início de abril de 2026, o Ministério da Previdência deve concluir uma nota técnica com projeções de impacto no fluxo de caixa da União. Em seguida, a Casa Civil analisa o conteúdo, submete ao presidente da República e, se aprovado, publica no Diário Oficial da União.

Somente após a publicação o INSS é autorizado a rodar a folha de pagamentos. Apesar disso, sistemas internos já vêm sendo ajustados, o que reduz o risco de atrasos.

Conclusão

A antecipação do 13º do INSS antecipado 2026 confirma uma tendência que se consolidou nos últimos anos: utilizar a força de consumo dos aposentados e pensionistas para dinamizar a economia logo no primeiro semestre, sem criar novas pressões fiscais. Para os 35 milhões de segurados, a medida traz previsibilidade financeira, enquanto governos estaduais e municipais se beneficiam da arrecadação extra.

Fique atento às atualizações no portal Meu INSS e aos canais oficiais para garantir que seus dados bancários estejam corretos. Planejar o uso do abono de forma consciente pode significar menos endividamento, mais segurança e melhor qualidade de vida ao longo de 2026.


Com informações de InfoMoney

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